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Soja pode superar 130 sc/ha com novo método de manejo do solo; dólar abre a R$ 4,96 e impacta custos no agro
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A busca por maior produtividade na soja brasileira ganha um novo capítulo com o avanço de técnicas de manejo do solo mais precisas e estratégicas. Ao mesmo tempo, o cenário macroeconômico segue no radar do produtor rural, com o dólar abrindo esta segunda-feira (4) em alta, cotado a R$ 4,96, influenciado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo — fatores que impactam diretamente os custos de produção no agronegócio.
Na última semana, a moeda americana chegou a cair para R$ 4,95, acumulando baixa de 9,78% no ano. Já o Ibovespa encerrou o último pregão em alta de 1,39%, aos 187.318 pontos, mantendo ganho anual de 16,28%.
Novo método rompe barreira histórica da produtividade
Enquanto a média nacional da soja ainda gira em torno de 60 sacas por hectare, uma nova abordagem agronômica começa a mudar esse cenário. O método desenvolvido pelo engenheiro agrônomo Leandro Barcelos propõe uma mudança de paradigma no manejo do solo, com foco na saturação de magnésio como fator-chave para destravar o potencial produtivo.
A técnica foi colocada à prova na safra 2024/25 e resultou em um marco histórico: a Agro Mallon, em Canoinhas (SC), alcançou 135,49 sacas por hectare no 17º Desafio do CESB 2025.
Segundo Barcelos, o erro recorrente no campo está no foco excessivo na correção do pH e no cálcio, enquanto o magnésio — essencial para a formação da clorofila e absorção de fósforo — é negligenciado.
“Sem o equilíbrio entre cálcio e magnésio, a planta não consegue processar os nutrientes, mesmo com alta adubação. O resultado é perda de eficiência e produtividade”, explica.
Construção do perfil do solo é chave para alta performance
Diferente do manejo convencional, o método propõe o ajuste da saturação de magnésio na Capacidade de Troca de Cátions (CTC), analisando não apenas a camada superficial (0–20 cm), mas também o perfil mais profundo (20–40 cm).
Esse conceito permite o desenvolvimento de raízes mais profundas, ampliando o acesso à água e nutrientes — fator decisivo em períodos de veranico.
A técnica também destaca a importância do equilíbrio entre potássio e magnésio. Quando desbalanceados, ocorre competição entre nutrientes, reduzindo a eficiência da adubação.
Resiliência hídrica e estabilidade produtiva
Na prática, o manejo correto do perfil do solo proporciona maior resiliência hídrica às lavouras. No caso da Agro Mallon, mesmo com 18 dias de estiagem, a produtividade recorde foi mantida.
Com raízes mais profundas, as plantas conseguem acessar reservas de água em camadas que podem chegar a até 1,5 metro, garantindo estabilidade produtiva mesmo sob estresse climático.
Resultados se replicam em diferentes regiões
A metodologia já apresenta resultados consistentes em diversas regiões produtoras:
- Minas Gerais: aumento de produtividade de 70 para 90,5 sc/ha, com áreas atingindo 107 sc/ha mesmo sob clima adverso;
- Rio Grande do Sul: salto de 60 para 90 sc/ha, com lavouras mais resistentes ao veranico;
- Goiás: áreas ultrapassando 100 sc/ha após ajuste do perfil nutricional do solo.
- Os resultados reforçam que o manejo técnico e o equilíbrio químico do solo são determinantes para elevar o teto produtivo da soja no Brasil.
Câmbio segue no radar do produtor
Paralelamente aos avanços no campo, o cenário econômico segue influenciando as decisões no agronegócio. A alta do dólar nesta segunda-feira reflete o ambiente externo mais pressionado, com destaque para o avanço do petróleo, que pode elevar custos logísticos e de insumos.
Mesmo com a valorização recente do real, o câmbio continua sendo um fator estratégico para o setor, impactando tanto a competitividade das exportações quanto o custo de fertilizantes, defensivos e tecnologias.
Independência técnica e gestão ganham protagonismo
Para especialistas, o futuro da produtividade passa pela autonomia do produtor na tomada de decisão. A leitura correta da análise de solo e o planejamento estratégico do manejo são fundamentais para transformar investimento em resultado.
A adoção de métodos mais avançados, aliada à gestão eficiente e ao acompanhamento do cenário econômico, deve ser o diferencial competitivo para a safra 2026/27.
Em um ambiente cada vez mais desafiador, a combinação entre inovação agronômica e inteligência de mercado se consolida como o caminho para alcançar altos níveis de produtividade e rentabilidade no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Agro digital: Cerradão leva 4G ao campo com a TIM e transforma produção de açúcar e etanol no Triângulo Mineiro
A transformação digital no agronegócio brasileiro avança com força no Triângulo Mineiro. A Cerradão, referência na produção de açúcar, etanol e bioenergia, iniciou um projeto estratégico de conectividade rural em parceria com a TIM Brasil, levando cobertura 4G para áreas antes sem sinal e impulsionando a eficiência operacional no campo.
A iniciativa contempla regiões produtivas de Frutal e arredores, onde a ausência de conectividade limitava o uso de tecnologias embarcadas e sistemas de monitoramento em tempo real.
Conectividade chega para eliminar gargalos históricos
O projeto foi estruturado para resolver uma demanda crítica nas áreas de aplicação de vinhaça, onde a empresa dependia de soluções via satélite de alta órbita, com custos elevados e baixa confiabilidade operacional.
Com a implantação de cinco novos pontos de transmissão (sites), a companhia passa a contar com uma rede mais estável, com maior redundância e capacidade de suportar operações agrícolas em larga escala.
A cobertura abrange aproximadamente 55,8 mil hectares, garantindo conectividade em regiões que antes não possuíam qualquer tipo de sinal.
Monitoramento em tempo real aumenta eficiência
Com a chegada do 4G, a Cerradão passa a operar com maior nível de inteligência no campo. Sistemas de computador de bordo, antes limitados, agora podem ser utilizados plenamente, permitindo:
- Monitoramento em tempo real de máquinas e equipamentos
- Controle de consumo de combustível
- Avaliação da produtividade operacional
- Gestão automatizada da aplicação de vinhaça
Na prática, a empresa passa a ter maior controle sobre seus ativos, conseguindo identificar, por exemplo, se um equipamento está efetivamente produzindo ou apenas consumindo recursos de forma ineficiente.
Digitalização fortalece sustentabilidade no campo
A conectividade também reforça práticas sustentáveis já adotadas pela companhia, como o sistema de rotação de culturas com soja e amendoim, que permite a renovação total das áreas agrícolas e contribui para a conservação do solo.
Com dados em tempo real, a tendência é de maior eficiência no uso de insumos, redução de desperdícios e otimização das operações agrícolas.
Parceria acelera inovação no agro brasileiro
Para a TIM Brasil, a expansão da conectividade no campo é um pilar estratégico para o desenvolvimento do agronegócio nacional, permitindo operações mais inteligentes e competitivas.
A Cerradão, por sua vez, já projeta a ampliação da área conectada como parte de um plano maior de digitalização, consolidando-se como um polo de inovação no agro.
Conectividade se torna requisito no agronegócio moderno
O avanço do 4G em áreas rurais reforça uma tendência clara: a conectividade deixou de ser diferencial e passou a ser um requisito básico para a agricultura de precisão.
Com ganhos diretos em produtividade, controle e sustentabilidade, projetos como esse colocam o Brasil em posição estratégica na adoção de tecnologias digitais no campo, especialmente em regiões-chave como o Triângulo Mineiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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