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Dia Mundial do Refugiado: Brasil celebra avanço de políticas públicas de acolhimento humanitário

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Brasília, 19/06/2025 – No Dia Mundial do Refugiado (20 de junho), o Brasil celebra o avanço das políticas públicas voltadas a pessoas forçadas a deixar seus países devido a guerras, perseguições ou graves violações de direitos humanos. Patrocínio comunitário para acolhimento, com a participação da sociedade civil, estratégias de simplificação de processos de pedidos da população LGBTQIA+ e proteção de meninas e mulheres mutiladas são algumas das medidas adotadas pelo País nos últimos anos.

As iniciativas do Governo Federal, promovidas por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) também têm o objetivo de garantir o direito à reunião familiar, especialmente de crianças e adolescentes.

Um exemplo do fortalecimento da atuação governamental é a história do jovem afegão Shahir Ahmad, de 25 anos, que foi forçado a deixar o seu país de origem após cursar oito semestres de medicina. Ele chegou ao Brasil recentemente, por meio do Programa Brasileiro de Patrocínio Comunitário para Afegãos. “Eu li sobre humanidade nos livros, vi nos filmes, ouvi nas histórias de outras pessoas. Agora, eu sou uma testemunha ocular. Eu mesmo experimentei a humanidade aqui no Brasil”, afirmou, durante o lançamento do anuário Refúgio em Números 2025, em 13 de junho.

Acesse a íntegra do relatório Refúgio em Números 2025

O programa, coordenado pela Senajus, já viabilizou a vinda de 66 afegãos. A iniciativa promove proteção e integração sem uso de recursos públicos, com base em doações comunitárias e privadas. Organizações da sociedade civil, selecionadas por chamamento público, ficam responsáveis por captar investimentos, acolher as pessoas de forma digna e facilitar a integração delas em cidades brasileiras. Atualmente, três entidades têm acordos de cooperação com a pasta. A capacidade de acolhimento delas é de 900 pessoas. O edital de seleção ainda está aberto a novas propostas.

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Reunião familiar

Outro avanço promovido pelo Governo Federal, em relação às condições humanitárias dos refugiados, é a ampliação do direito à reunião familiar. Desde 2023, o Conare adotou uma estratégia inovadora: a conversão automática de pedidos de extensão, que geralmente são feitos para dependentes. Essa mudança tem garantido maior segurança jurídica e autonomia, especialmente para crianças e adolescentes vindos de países como Afeganistão, Burkina Faso, Mali, Venezuela e Síria.

A medida já resultou em mais de 37 mil processos de solicitação de reconhecimento da condição de refugiado aceitos desses países, no contexto de reunião familiar de crianças e adolescentes (até 17 anos). “A estratégia fortalece a unidade familiar e assegura que todos os nacionais desses países tenham acesso à proteção”, enfatizou a coordenadora-geral do Conare, Amarílis Tavares.

O anuário Refúgio em Números 2025 também aponta um crescimento no número de crianças e adolescentes reconhecidos como refugiados impulsionado pelas políticas de reunião familiar. Esse dado reforça o papel do Brasil como referência regional em acolhimento humanitário, com políticas alinhadas à Convenção de 1951 sobre o Estatuto dos Refugiados e ao Pacto Global sobre Refugiados.

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Diversidade e proteção

Como parte da política de acolhimento pautada na diversidade e nos direitos humanos, o Conare mantém procedimentos especiais para atender pessoas dos grupos de LGBTQIA+ e de meninas e mulheres vítimas de mutilação genital feminina. Ao adotar esses mecanismos, o Brasil protege grupos historicamente vulneráveis.

Recentemente, o Conare renovou por mais 24 meses a nota técnica que orienta a análise simplificada de pedidos de refúgio de pessoas originárias de países que criminalizam a orientação sexual ou a identidade de gênero. Da mesma forma, o procedimento também foi mantido por mais 24 meses para mulheres e meninas sobreviventes ou ameaçadas por práticas de mutilação genital, com base em um contexto de discriminação de gênero. Até o momento, 83 pessoas LGBTQIA+ e 232 meninas e mulheres tiveram o reconhecimento concedido.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Campanha orienta viajantes sobre riscos do tráfico de pessoas em aeroportos internacionais

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Brasília, 16/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), lançou uma campanha de conscientização para alertar brasileiros sobre o tráfico de pessoas e a exploração de trabalhadores em viagens ao exterior. A iniciativa é realizada em parceria com a Polícia Federal (PF), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Organização das Nações Unidas (ONU). O material já está sendo distribuído nos aeroportos internacionais de Guarulhos (SP) e Galeão (RJ).

Com a mensagem “Vai viajar? Fique atento(a)!”, a campanha busca orientar passageiros sobre indícios de aliciamento para exploração no exterior. Entre os sinais de alerta estão promessas de trabalho fácil e bem remunerado, convites para viagens com todas as despesas pagas, propostas recebidas por redes sociais ou aplicativos de mensagens e ausência de informações claras sobre o empregador ou sobre as atividades a serem exercidas.

O material também chama a atenção para fatores que podem aumentar a vulnerabilidade do viajante, como pressão para decidir rapidamente sobre a viagem, orientação para omitir informações na imigração, falta de contrato formal de trabalho e desconhecimento sobre o local de hospedagem no país de destino.

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A coordenadora-geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes do Departamento de Migrações (Demig), Marina Bernardes, afirma que o MJSP tem trabalhado para fortalecer a capacidade do Estado brasileiro de identificar e proteger possíveis vítimas de tráfico de pessoas, promovendo a integração entre os órgãos envolvidos e qualificando os profissionais que atuam na linha de frente. “Nosso objetivo é garantir uma resposta cada vez mais coordenada, humanizada e centrada nas vítimas.”

Além dos alertas, a campanha reúne orientações práticas de prevenção. Entre as recomendações estão pesquisar previamente a empresa contratante e o país de destino, informar familiares ou pessoas de confiança sobre a viagem, manter os documentos pessoais sob sua posse, ter contatos de emergência à disposição e verificar se o visto é compatível com a atividade a ser desempenhada.

Prevenção e denúncia

A ação integra os esforços do Governo Federal para fortalecer a prevenção ao tráfico de pessoas, crime que afeta milhares de vítimas em todo o mundo e pode ocorrer para fins de exploração sexual, trabalho em condições análogas à escravidão, servidão e outras formas de violação de direitos humanos.

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A campanha reforça que o tráfico de pessoas é crime e que vítimas e testemunhas não estão sozinhas. Denúncias podem ser feitas de forma segura e anônima por meio da Polícia Federal, pelo aplicativo Comunica PF, pelo Disque 100 e pela Central de Atendimento à Mulher, no telefone 180. Para brasileiros que estejam no exterior, a orientação é procurar o Consulado ou a Embaixada do Brasil mais próximos.

A iniciativa conta ainda com o apoio de organismos das Nações Unidas, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), reforçando a cooperação internacional para o enfrentamento do tráfico de pessoas e do contrabando de migrantes.

Para mais informações, acesse: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/sua-protecao/trafico-de-pessoas/prevencao/vai-viajar-fique-atento-a-1

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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