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MME aprova Plano Decenal de Expansão de Energia 2034
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O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou, no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (9/04), a Portaria nº 831/2025, que aprovou o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2034, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Trata-se de um planejamento detalhado e crucial para subsidiar a trajetória de transição energética do Brasil pelos próximos 10 anos, considerando o período de 2025 a 2034. O documento apresenta dados e análises construídos sob rigorosos critérios metodológicos, em um instrumento estratégico para áreas ligadas à economia e ecossistemas conectados ao setor energético brasileiro.
As diretrizes do PDE 2034 proporcionam uma visão integrada e robusta do futuro dos recursos energéticos do país, além de contribuir para a construção de políticas públicas que assegurem energia acessível e de qualidade para a sociedade brasileira. A proposta é colaborar para o fim da pobreza energética, visando a melhoria da qualidade de vida da população de baixa renda.
“O plano reafirma o compromisso do governo com a segurança e confiabilidade do suprimento de energia, ao mesmo tempo em que amplia a importância da sustentabilidade, da eficiência energética, da diversificação da matriz energética nacional e das ações para descarbonização da economia e de outros segmentos da vida nacional”, afirma o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Em relação à matriz elétrica, o plano indica para o Brasil a manutenção do elevado patamar de participação de renováveis, acima de 85%, e o aumento na geração de energia solar e eólica e da geração distribuída.
Além de refletir as principais políticas energéticas deste governo, como o Gás para Empregar, o Marco Legal do Hidrogênio, o Programa Luz para Todos, os planos de expansão das energias renováveis, o avanço dos biocombustíveis e a Lei do Combustível do Futuro, o PDE 2034 inova ao trazer um capítulo exclusivamente dedicado exclusivamente à transição energética.
O documento se alinha com a Política Nacional da Transição Energética aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) em agosto de 2024. “O novo capítulo proporciona uma visão abrangente dos caminhos para uma transição justa e inclusiva e confirma o papel do PDE 2034 como referência para antecipar tendências e atrair investimentos”, opina Thiago Barral, secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento.
O PDE estima investimentos de aproximadamente R$ 3,2 trilhões para sustentar o crescimento da oferta para atendimento à demanda doméstica e, também, para exportação. Como referência desse crescimento, o plano prevê um aumento de cerca de 25% na oferta interna de energia no Brasil nos próximos 10 anos.
Conteúdo do PDE 2034
O Plano foi estruturado em 12 capítulos:
Capítulo 1 – economia e demografia
Capítulo 2 – demanda de energia
Capítulo 3 – geração centralizada de energia elétrica
Capítulo 4 – transmissão de energia elétrica
Capítulo 5 – produção de petróleo e gás natural
Capítulo 6 – abastecimento de derivados de petróleo
Capítulo 7 – gás natural
Capítulo 8 – oferta de biocombustíveis
Capítulo 9 – eficiência energética e recursos energéticos distribuídos
Capítulo 10 – análise socioambiental
Capítulo 11 – transição energética
Capítulo 12 – consolidação dos resultados
Além desse relatório final, durante o processo de elaboração do PDE 2034 foram publicados 16 cadernos, disponibilizados sete estudos e bases de dados de apoio.
Consulta pública
O processo de Consulta Pública do PDE 2034 nº 179/2024 começou em 11 de novembro de 2024, com prazo para contribuições até 11 de dezembro do mesmo ano. Com participação social recorde, todas as 968 contribuições recebidas foram analisadas.
A parte que mais recebeu contribuições foi o “Capítulo 3 – Geração de Energia Elétrica”, com 29,4% de todas as contribuições recebidas, seguido do “Capítulo 4 – Transmissão de Energia Elétrica”, com 17,6% e do “Capítulo 2 – Demanda de Energia”, com 7,9% do total das contribuições.
A elevada participação dos agentes do setor e sociedade em geral na etapa de consulta pública, com quase mil contribuições recebidas, representa um crescimento de 44% em relação ao ciclo anterior. Isso reforça a importância da retomada do planejamento e o compromisso do atual governo com a transparência e o diálogo. Estas condicionantes permitem que o PDE reflita, da maneira mais completa possível, as necessidades e aspirações do Brasil.
O relatório final do PDE 2034 está disponível aqui.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo


