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Operação contra trabalho análogo à escravidão resgata 112 trabalhadores da construção civil na Paraíba
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Em uma das maiores operações de combate ao trabalho análogo à escravidão já realizadas na Paraíba, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 112 trabalhadores submetidos a condições degradantes em obras da construção civil nos municípios de João Pessoa e Cabedelo. A ação foi conduzida pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), coordenado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).
A ação foi realizada entre os dias 14 e 18 de julho e inspecionou 18 empreendimentos. Em oito deles, foram encontrados trabalhadores em condições análogas à escravidão. Ao todo, 12 obras foram embargadas total ou parcialmente. A operação contou com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Federal (PF)
Segundo a equipe de fiscalização do trabalho, as vítimas viviam em condições de completo abandono e flagrante violação dos direitos humanos. Os trabalhadores estavam alojados dentro dos próprios prédios em construção, em espaços improvisados, inacabados e perigosos. Em muitos casos, dormiam ao lado de sacos de cimento abertos, reboco fresco, ferramentas espalhadas e fiação exposta. Os colchões eram colocados sobre tijolos, restos de latas de tinta ou diretamente no chão. Em alguns andares, eles dormiam a mais de cinco metros de altura, sem qualquer tipo de proteção contra quedas, correndo risco real de vida.
A equipe de fiscalização também registrou trabalhadores se alimentando no chão, banheiros improvisados sem qualquer higiene básica, alojamentos superlotados e falta de chuveiros suficientes. As refeições eram feitas em cantos da obra, por falta de mesas ou estrutura adequada. Muitos relataram que, conforme a construção avançava, eram obrigados a se mudar para os cômodos recém-construídos, tratados como peças descartáveis em um canteiro em constante transformação — uma prática totalmente ilegal.
Segundo a coordenadora do GEFM, auditora-fiscal do trabalho Gislene Stacholski, todas essas condições afrontam frontalmente a legislação trabalhista e os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana. “O descaso observado é incompatível com qualquer padrão mínimo de civilidade e segurança. Os espaços visitados violavam todas as normas de proteção ao trabalho, configurando não apenas uma infração administrativa, mas um crime contra a liberdade e a vida dessas pessoas”, registra Gislene.
Os trabalhadores foram resgatados imediatamente, e os empregadores responderão administrativa, civil e criminalmente. Além disso, os resgatados têm direito a três parcelas do seguro-desemprego especial e foram encaminhados aos órgãos municipais de assistência social para atendimento prioritário.
A coordenadora do GEFM, auditora-fiscal do trabalho Gislene Stacholski, informou que os responsáveis foram notificados para regularizar os vínculos trabalhistas, quitar as verbas rescisórias, e recolher o FGTS e as contribuições sociais. Foram pagos cerca de R$ 780 mil em verbas rescisórias aos trabalhadores resgatados.
Também foram firmados Termos de Ajuste de Conduta (TAC) junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Defensoria Pública da União (DPU), prevendo o pagamento de danos morais individuais a cada trabalhador.
Denúncias podem ser feitas de forma anônima no Sistema Ipê.
BRASIL
MDIC promove oficinas em Roraima para ampliar base exportadora do estado
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) promoverá em Boa Vista (RR), nos dias 16 e 17 de abril, oficinas para construção da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) no estado.
“Nosso objetivo é ampliar o alcance dos benefícios do comércio exterior, levando-os a mais regiões, empresas e trabalhadores. Para isso, a expansão da base exportadora brasileira conta com uma parceria estruturada com entidades representativas do estado”, disse a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.
A iniciativa, realizada em parceria com o governo de Roraima, reúne instituições federais e locais para estruturar o Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora.
As atividades dos dias 16 e 17 serão realizadas no Palácio Senador Hélio Campos e incluem diagnóstico, definição de prioridades e construção de estratégias para ampliar a inserção de micro, pequenas e médias empresas no comércio internacional.
A ação é coordenada pela Secex, que preside o Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE), em conjunto com a Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação de Roraima (SEADI). Cerca de 30 técnicos participam das oficinas.
A diretora de Promoção das Exportações e Facilitação do Comércio da Secex, Janaína Silva, destacou o momento estratégico de Roraima.
“A proximidade com a Guiana, impulsionada pela expansão da indústria de petróleo, abre uma janela concreta de oportunidades para o estado ampliar sua presença no comércio exterior”, ressaltou.
Em 2025, Roraima exportou cerca de US$ 240,6 milhões, com destaque para produtos como soja, óleos vegetais, farelo de soja e alimentos processados, tendo como principais destinos Venezuela, Guiana, China, Tailândia e Espanha.
Estados
Instituída em 2023, a Política Nacional de Cultura Exportadora tem como objetivo ampliar o número de empresas brasileiras exportadoras e fortalecer a presença do país no comércio internacional, com foco na inclusão de micro, pequenas e médias empresas.
A política é coordenada pelo MDIC, com apoio de diversos órgãos públicos e entidades privadas, e já alcançou todos os estados da federação. A construção dos planos estaduais começou em 2023 e vem avançando de forma estruturada, consolidando uma estratégia nacional de expansão das exportações.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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