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Recorde no Turismo é destaque em balanço de gestão do governo federal
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O Turismo foi um dos destaques dos resultados positivos apresentados pelo Governo Federal nesta quinta-feira, 03.04, com participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com o tema “O Brasil dando a Volta por Cima”, o evento, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília (DF), apresentou as entregas dos dois primeiros anos de mandato. Entre os resultados, o balanço presidencial destacou o recorde de turistas estrangeiros no Brasil em 2024, de 7,6 milhões de visitantes, que superou as marcas mais altas, altas registradas anteriormente na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016.
Esse resultado trouxe para o Turismo e para a economia brasileira outro recorde igualmente importante, o de gastos desses turistas, que ano passado impactou em U$ 7,3 bilhões no Brasil, os maiores valores desde o início da série histórica de contagem, em 1970.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, destacou a importância do setor para o crescimento o fortalecimento da economia do país. “Ficamos muito felizes de fazer parte desses resultados que representam muito trabalho de toda a equipe de governo. Ano passado, nossa Pasta quebrou todos os recordes do setor e esse aumento expressivo mostra que o Brasil está cada vez mais preparado para receber bem os turistas estrangeiros, tanto que este ano já começamos com números ainda melhores que os do início do ano passado”, afirmou.
O ministro se refere aos dados divulgados pelo Banco Central (Bacen) e compilados pelo Ministério do Turismo (MTur) apontando que, só nos dois primeiros meses de 2025, o Brasil acumulou US$ 1,628 bilhão em receitas geradas por turistas de outros países, superando os dois primeiros meses do ano passado, que somaram R$ 1,474 bilhão. Esse volume já passa a ser o maior da série histórica, e é resultado das despesas com hospedagem, alimentação, transporte, passeios, compras e outras atividades econômicas diretamente ligadas ao setor turístico.
Após apresentar o balanço de todas as áreas, o presidente Lula agradeceu à sua equipe de governo, especialmente aos ministros envolvidos nos avanços para o Brasil. “Sou muito grato a cada um dos ministros envolvidos nesses resultados ao longo desses dois anos em que nosso governo se dedicou à recuperação da nossa economia, que voltou a figurar entre as maiores do mundo, mas também na reconstrução de políticas sociais importantes para a redução da fome, da pobreza e da desigualdade”, afirmou o presidente da República.
REFORÇO – O Ministério do Turismo desenvolve várias ações no sentido de incrementar a conectividade aérea do Brasil junto a outros países. Uma delas é o Programa de Aceleração do Turismo Interacional (PATI), uma parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos e a Embratur. No primeiro edital do PATI, no ano passado, houve um investimento de R$ 3,3 milhões e a captação de mais de 70 mil assentos em voos estrangeiros rumo ao Brasil.
O MTur também tem firmado um Protocolo de Intenções com empresas aéreas nacionais, no âmbito do Programa “Conheça o Brasil: Voando”, para ampliar a oferta de “stopover”. A modalidade permite visitar uma cidade intermediária antes de chegar ao destino final, utilizando a mesma passagem. A cooperação envolve, ainda, campanhas conjuntas de marketing para promover destinos brasileiros e a plotagem de aeronaves com imagens de destinos locais, entre outras ações.
VISIBILIDADE – A estratégia do Governo Federal de ampliar a visibilidade do Brasil no cenário turístico global ganhou um novo reforço neste mês de março, com o início das atividades do Escritório da ONU Turismo no Rio de Janeiro (RJ). A unidade, a primeira representação da entidade nas Américas e no Caribe, é fruto de uma grande articulação liderada pelo ministro do Turismo, Celso Sabino, e será essencial para atrair visitantes, eventos e investimentos à região.
Por Cléo Soares
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação



