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Ministério da Saúde inaugura em Blumenau (SC) início de atendimentos oncológicos em equipamento essencial para tratamento do câncer

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Mais um acelerador linear do programa Agora Tem Especialistas reforçará a assistência oncológica para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Essencial para o tratamento do câncer, o equipamento foi inaugurado neste sábado (1), pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no Hospital Santo Antônio, localizado em Blumenau (SC). Com a nova aquisição, para a qual foram investidos R$ 8,4 milhões em recursos federais, a rede pública poderá aumentar a oferta do tratamento na rede pública do município e região.  

Com capacidade para atender 600 novos casos de câncer por ano, o acelerador linear que hoje chega a Blumenau faz parte dos 121 equipamentos que serão entregues em todo o Brasil até o final de 2026. Mais de 84,7 mil novos pacientes devem ser beneficiados. 

“É um aumento de esperança e de cuidado às vítimas de câncer, não só em Blumenau, mas em toda a região. O novo equipamento é menos invasivo, mais moderno e preciso. Um tratamento que antes levava mais tempo agora é mais rápido, permitindo atender e ouvir mais pacientes por dia. Além disso, a manutenção e os ajustes são mais simples, o que reduz o tempo de espera de quem aguarda a radioterapia”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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Para aumentar a oferta de serviços especializados em todo o país, o programa do governo federal já colocou em andamento uma série de ações, que visa garantir o tratamento oncológico no tempo certo. Além dos aceleradores lineares, o Agora Tem Especialistas garantiu, por exemplo, a criação de um auxílio exclusivo para custear o transporte, a alimentação e a hospedagem de pacientes que precisam fazer radioterapia.  

Atualmente, no Brasil, quem precisa desse tratamento percorre cerca de 145 km até os serviços. Agora, cada paciente e seu acompanhante terão direito a R$ 150 para refeições e hospedagem e R$ 150 por trajeto, assegurando que ninguém deixe de se tratar por falta de condições de deslocamento ou acolhimento. 

Além da criação do Super Centro de Diagnóstico do Câncer, o Agora Tem Especialistas também está levando atendimento oncológico a regiões com vazios assistenciais, como locais de difícil acesso e com pouca estrutura de saúde. Desde a primeira semana de outubro, 28 carretas da saúde da mulher estão posicionadas em 22 estados, onde oferecem cuidados preventivos e diagnósticos, com foco nos cânceres de mama e de colo de útero.

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Com esse conjunto de ações, o programa Agora Tem Especialistas busca aumentar a oferta de atendimentos na rede pública de saúde de todo o país, reduzindo o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.

Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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