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Formulário de avaliação de risco de violência doméstica é tema de webinar promovido pelo MJSP

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Brasília, 15/08/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) promoverá, na terça-feira (19) e na quarta-feira (20), o webinário Fonar: Estratégias para Prevenção e Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar. Autoridades e especialistas discutirão a aplicação do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar). A ferramenta, criada em março, padroniza o registro de informações e dá maior agilidade à identificação e ao atendimento de violência contra mulheres. Para participar, basta acessar o link de transmissão.

Desenvolvido pelo MJSP, Ministério das Mulheres e Conselho Nacional de Justiça, o Fonar foi elaborado para identificar fatores que indiquem o risco de a mulher sofrer qualquer forma de violência nas relações domésticas e familiares. O preenchimento correto das informações também contribui para identificar a gravidade do fato.

Esses dados padronizados vão orientar a atuação do Poder Público — como o Judiciário, o Ministério Público, as Defensorias Públicas, os órgãos de segurança e da rede de atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Eles servirão para orientar sobre a adoção de medidas protetivas de urgência e/ou cautelares e outros encaminhamentos para a gestão integrada dos riscos identificados.

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O webinário vai promover a troca de experiências e o debate sobre a implementação do Fonar e, assim, fortalecer a articulação entre a segurança pública e o Sistema de Justiça. Na programação, haverá apresentação do funcionamento e as implicações do formulário; discussão sobre os fundamentos e impactos da avaliação de risco; promoção de cooperação interinstitucional no combate à violência doméstica e do fortalecimento da rede de atendimento e proteção às mulheres; e divulgação de boas práticas e estratégias de aplicação.

“Com essa iniciativa, o MJSP reforça seu compromisso de aprimorar ferramentas de proteção e fortalecer o trabalho conjunto para prevenir e enfrentar a violência doméstica em todo o País”, afirma a diretora de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Michele dos Ramos.

A versão eletrônica do Fonar pode ser acessada na Plataforma Digital do Poder Judiciário.

Painéis programados

Terça-feira (19)

– Das 9h às 10h: Compromisso Interinstitucional no Combate à Violência Doméstica: a Importância da Aplicação do Fonar

– Das 10h às 11h30: Avaliação de Risco em Casos de Violência Doméstica e Familiar: Conceitos, Fundamentos e Impactos

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– Das 11h30 às 13h: Aplicação do Fonar pela Segurança Pública: Boas Práticas e Desafios

Quarta-feira (20)

– Das 9h às 10h30: Aplicação do Fonar pelo Ministério Público: Estratégias e Articulação com a Rede de Atendimento

– Das 10h30 às 12h: Aplicação do Fonar pelo Judiciário: A Relevância da Avaliação de Risco na Análise dos Casos de Violência Doméstica e Familiar e Gestão dos Riscos

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil tem mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais em andamento, cíveis e penais

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Brasília, 27/05/2026 – O Brasil tem hoje em andamento mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais relacionados às áreas cíveis e penais, incluindo pedidos de extradição e de transferência de pessoas condenadas, somando-se os emitidos pelo país com os recebidos de outras nações.

O número foi informado, nesta quarta-feira (27), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. “Tudo isso é um sinal de que o Brasil é ator relevante e demandado no Sistema Internacional de Justiça”, afirmou Lima.

Os pedidos são operados pela Secretaria Nacional de Justiça, sob comando da secretária Maria Rosa Guimarães Loula, especificamente pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), em articulação permanente com a Polícia Federal, o Ministério das Relações Exteriores, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público e a Defensoria Pública, além do Poder Judiciário e de outros parceiros.

“Esse trabalho apoia-se numa ampla rede normativa de mais de 120 acordos multilaterais e bilaterais. Na área penal, o Brasil mantém acordo de assistência jurídica com mais de 20 países e participa das Convenções das Nações Unidas contra o Crime Organizado, a Corrupção e os Crimes Cibernéticos. Vamos somar ainda, a tudo isso, tratados de extradição com cerca de 30 países e acordos de transferência de pessoas condenadas com outros 17. Instrumentos que dão efetividade às decisões judiciais com respeito à soberania e aos direitos fundamentais”, informou o ministro.

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Ele observou que decisões como a concessão de extradição ou a validação de atos internacionais são de competência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso, e que o Ministério só pode se manifestar publicamente sobre esses temas com base em comunicações formais e dentro dos limites legais, inclusive quanto à proteção de dados e ao sigilo de investigações e recursos.

“O devido processo legal deve ser seguido em seu absoluto rigor. O esforço do Ministério da Justiça deve ser nessa direção, de manter um alto padrão de institucionalidade, que é o meu empenho”, assegurou Lima.

O ministro compareceu à Comissão para falar sobre a atuação internacional da Polícia Federal. Em sua exposição inicial, Wellington César Lima esclareceu que sua pasta não exerce função de direção da Polícia Federal, mas de supervisão finalística das atividades, sem interferência na condução técnica das investigações, atribuição exclusiva das autoridades policiais, conforme previsto na Constituição e na Lei nº 12.830/2013.

Desta forma, observou, não compete ao Ministério da Justiça determinar investigações, acelerar procedimentos ou acessar diligências sigilosas, sendo o controle da atividade policial exercido pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. Também enfatizou que a autonomia técnica das investigações decorre da especialização institucional da Polícia Federal.

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O ministro reiterou a disposição permanente da pasta em manter diálogo transparente com o Parlamento e incorporar contribuições legislativas ao debate sobre segurança pública como política de Estado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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