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Tétano em cavalos: prevenção é a única defesa contra doença de alta letalidade
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O tétano continua sendo uma das enfermidades mais temidas na medicina equina, causado pela bactéria Clostridium tetani, presente no solo, matéria orgânica e trato intestinal dos cavalos. A doença é provocada pela tetanospasmina, uma toxina extremamente potente que atinge o sistema nervoso central, bloqueando neurotransmissores inibitórios como glicina e GABA.
O resultado é um quadro de rigidez muscular, espasmos dolorosos e hiperexcitabilidade motora, que podem ser desencadeados até por estímulos leves, como luz ou som.
“O tétano é uma condição com prognóstico reservado. Uma vez que os sinais clínicos aparecem, a reversão é rara, mesmo com tratamento intensivo. Por isso, a prevenção é a única forma realmente eficaz de proteger os animais”, afirma Camila Senna, médica-veterinária e coordenadora técnica de equinos da Ceva Saúde Animal.
Como ocorre a infecção e os sinais clínicos
A infecção geralmente ocorre por feridas profundas em ambientes com baixa oxigenação, ideais para a multiplicação da bactéria. Portas de entrada comuns incluem:
- Castrações
- Partos
- Lacerações de casco
- Umbigo de potros recém-nascidos
Os sintomas podem surgir de forma discreta, mas evoluem rapidamente: rigidez difusa, postura de “cavalo serrado”, cauda erguida, orelhas projetadas para trás, trismo e dificuldade de locomoção. Em casos avançados, a doença pode levar a quedas, dificuldade respiratória e morte.
A taxa de mortalidade é alta, variando entre 75% e 80%, mesmo com tratamento intensivo, e sobreviventes podem apresentar sequelas neurológicas permanentes.
Vacinação: a estratégia mais eficaz
Diante da gravidade da doença, a vacinação anual é indispensável em qualquer programa sanitário equino. Imunizantes combinados, como a TRI-EQUI® da Ceva Saúde Animal, associam antígenos contra tétano, influenza equina e encefalomielite viral, oferecendo proteção abrangente e simplificando o calendário vacinal.
“Protocolos combinados facilitam o manejo sanitário e aumentam a adesão à vacinação, garantindo maior segurança e saúde aos equinos”, explica Camila Senna.
Prevenção como investimento estratégico
Mais do que um procedimento de rotina, a vacinação contra o tétano representa um investimento estratégico. Prevenir uma doença de evolução rápida e alta letalidade protege a longevidade, desempenho esportivo e qualidade de vida dos cavalos, pilares essenciais para a equinocultura moderna.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Podcast debate inovação, inteligência artificial e sustentabilidade como motores da nova transformação do agro brasileiro
A transformação digital e tecnológica do agronegócio brasileiro ganhou destaque no novo episódio do podcast De Dono Para Dono, apresentado por Julian Tonioli, CEO da Auddas. O programa reúne Antônio Maia, fundador da Casa Bugre, e Flávio Maia, CEO do grupo, em uma conversa sobre inovação, inteligência artificial, sustentabilidade e construção de ecossistemas voltados ao produtor rural.
Com 45 anos de atuação no mercado, a Casa Bugre passou por uma ampla reestruturação estratégica ao longo das últimas décadas. A empresa, que iniciou sua trajetória como importadora de sementes de hortaliças, hoje atua como uma plataforma de desenvolvimento e difusão de tecnologias agrícolas, conectando ciência, biotecnologia, inteligência artificial e agricultura regenerativa.
Casa Bugre amplia atuação com inovação aberta e tecnologias agrícolas
Durante o episódio, os executivos detalham como o grupo expandiu suas operações para além da genética agrícola, investindo em inovação aberta, pesquisa aplicada e desenvolvimento de soluções sustentáveis para o campo.
Atualmente, a companhia reúne iniciativas ligadas à nutrifisiologia, bioinsumos, nanotecnologia, inteligência artificial e sinalizadores fisiológicos, além do hub de inovação Agri for Life.
Segundo Antônio Maia, a busca por produtividade no agro está diretamente relacionada ao uso eficiente dos recursos naturais e à sustentabilidade econômica da atividade.
“O ESG, da forma como enxergamos, não é apenas um discurso comercial. Existe uma necessidade real de eficiência, porque os recursos são finitos e os custos seguem aumentando”, afirma.
Inteligência artificial avança no agro com foco em produtividade e precisão
Um dos principais temas abordados no podcast foi o avanço da inteligência artificial dentro do agronegócio brasileiro. Os executivos destacaram aplicações voltadas à análise de solo, manejo agrícola e otimização da produtividade no campo.
Entre os exemplos apresentados está o uso de IA para análise de tipologia de argila e geração de predições voltadas ao manejo agrícola, permitindo ajustes mais precisos em irrigação, nutrientes e aplicação de bioinsumos.
A companhia também destacou projetos desenvolvidos por empresas ligadas ao grupo, como a Krilltech, especializada em nanotecnologia aplicada à agricultura, e a Terrus Regeneração, plataforma focada em agricultura regenerativa e inteligência artificial.
Para Flávio Maia, o Grupo Casa Bugre deixou de operar apenas como indústria tradicional para assumir um papel mais abrangente dentro do ecossistema agro.
“Hoje atuamos como uma plataforma de inovação, conexão tecnológica e acesso ao mercado. O Grupo Casa Bugre passou a ser a base que integra desenvolvimento, difusão e escalabilidade das tecnologias”, explica.
Tecnologias agrícolas brasileiras avançam no mercado internacional
Outro ponto discutido no episódio foi o processo de internacionalização das tecnologias desenvolvidas pela companhia.
Segundo os executivos, soluções do grupo já possuem operações, testes ou acordos comerciais em mercados estratégicos como União Europeia, Estados Unidos, Índia, Uruguai, Peru e África do Sul, ampliando a presença internacional da inovação agrícola brasileira.
Além da expansão global, o episódio também aborda temas relacionados à governança corporativa, sucessão familiar, crescimento sustentável e construção de relações de confiança dentro do setor agroindustrial.
Conexão entre ciência e produtor rural ganha protagonismo
Ao longo da conversa, os convidados reforçam que o principal objetivo da companhia é aproximar conhecimento científico das demandas reais do produtor rural.
“Nosso propósito é conectar ciência e tecnologia às necessidades do campo, impulsionando uma agricultura mais eficiente, rentável e sustentável”, destaca Flávio Maia.
Antônio Maia encerra o episódio ressaltando a importância do relacionamento humano dentro do agronegócio.
“É fundamental ter interesse genuíno pelo sucesso do produtor rural. Isso faz toda a diferença na construção de negócios sólidos no agro”, afirma.
Para Julian Tonioli, o episódio demonstra como o agro brasileiro vem evoluindo para modelos mais sofisticados de inovação, sem perder a conexão prática com a realidade do campo.
“É muito interessante conversar com empresas que conseguem unir tecnologia, ciência, sustentabilidade e resultado de forma aplicada, mantendo a essência do produtor rural”, comenta.
O episódio do podcast De Dono Para Dono está disponível nas principais plataformas digitais e no canal oficial da Auddas no YouTube.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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