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Projeto financiado pela União Europeia promove a bioeconomia amazônica na COP 30

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A Secretaria de Competitividade e Política Regulatória do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (SCPR-MDIC) anunciou nesta sexta-feira (14/11), na COP 30 de Belém, a realização de um projeto que busca a promoção de conexões para realização de negócios ou parcerias para desenvolvimento e comercialização de produtos de origem (indicações geográficas e/ou marcas coletivas), alcançando também pequenos empreendedores, e de tecnologias da bioeconomia da Amazônia.

O projeto conta R$ 2,4 milhões financiados pela União Europeia, com cofinanciamento do Ministério Federal Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ) e implementação pelas agências GIZ e Expertise France, em parceria com Embrapa e MDIC.

“Potencializar a bioeconomia, inovação e competitividade nas cadeias produtivas da biodiversidade amazônica já é uma realidade. Só vamos melhorar, aprimorar isso” afirmou a diretora de Propriedade Intelectual e Infraestrutura da Qualidade do MDIC, Juliana Ghizzi.

O projeto contará com apoio de consultorias especializadas e incluirá a seleção de beneficiários, mapeamento de maturidade e apoio para suprir eventuais lacunas, chegando até rodadas de negócios.

“Por meio dessa iniciativa, pretendemos ampliar o alcance de negócios inovadores que se baseiem na bioeconomia para aumentar a sua competitividade e inserção nos mercados nacional e internacional”, complementou a diretora.

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Para produtos de origem amazônica protegidos como indicações geográficas, por exemplo, será feito mapeamento, identificação de suas necessidades, capacitação, mentoria e encontros de negócios para mercado nacional e internacional. Os participantes serão selecionados por edital.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Brasil tem mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais em andamento, cíveis e penais

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Brasília, 27/05/2026 – O Brasil tem hoje em andamento mais de 20 mil pedidos judiciais internacionais relacionados às áreas cíveis e penais, incluindo pedidos de extradição e de transferência de pessoas condenadas, somando-se os emitidos pelo país com os recebidos de outras nações.

O número foi informado, nesta quarta-feira (27), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. “Tudo isso é um sinal de que o Brasil é ator relevante e demandado no Sistema Internacional de Justiça”, afirmou Lima.

Os pedidos são operados pela Secretaria Nacional de Justiça, sob comando da secretária Maria Rosa Guimarães Loula, especificamente pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), em articulação permanente com a Polícia Federal, o Ministério das Relações Exteriores, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público e a Defensoria Pública, além do Poder Judiciário e de outros parceiros.

“Esse trabalho apoia-se numa ampla rede normativa de mais de 120 acordos multilaterais e bilaterais. Na área penal, o Brasil mantém acordo de assistência jurídica com mais de 20 países e participa das Convenções das Nações Unidas contra o Crime Organizado, a Corrupção e os Crimes Cibernéticos. Vamos somar ainda, a tudo isso, tratados de extradição com cerca de 30 países e acordos de transferência de pessoas condenadas com outros 17. Instrumentos que dão efetividade às decisões judiciais com respeito à soberania e aos direitos fundamentais”, informou o ministro.

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Ele observou que decisões como a concessão de extradição ou a validação de atos internacionais são de competência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso, e que o Ministério só pode se manifestar publicamente sobre esses temas com base em comunicações formais e dentro dos limites legais, inclusive quanto à proteção de dados e ao sigilo de investigações e recursos.

“O devido processo legal deve ser seguido em seu absoluto rigor. O esforço do Ministério da Justiça deve ser nessa direção, de manter um alto padrão de institucionalidade, que é o meu empenho”, assegurou Lima.

O ministro compareceu à Comissão para falar sobre a atuação internacional da Polícia Federal. Em sua exposição inicial, Wellington César Lima esclareceu que sua pasta não exerce função de direção da Polícia Federal, mas de supervisão finalística das atividades, sem interferência na condução técnica das investigações, atribuição exclusiva das autoridades policiais, conforme previsto na Constituição e na Lei nº 12.830/2013.

Desta forma, observou, não compete ao Ministério da Justiça determinar investigações, acelerar procedimentos ou acessar diligências sigilosas, sendo o controle da atividade policial exercido pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário. Também enfatizou que a autonomia técnica das investigações decorre da especialização institucional da Polícia Federal.

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O ministro reiterou a disposição permanente da pasta em manter diálogo transparente com o Parlamento e incorporar contribuições legislativas ao debate sobre segurança pública como política de Estado.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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