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INPE recebe novo supercomputador para previsão de tempo e clima

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O novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), chegou ao aeroporto de São José dos Campos (SP) na última terça-feira (20/5) e, tendo sido concluídos os trâmites aduaneiros, será transportado amanhã (23/5) para o prédio do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), na unidade do INPE em Cachoeira Paulista (SP).

O equipamento traz um avanço significativo na capacidade de processamento e armazenamento de dados do INPE, especialmente para aprimorar os modelos numéricos de previsão do tempo, de clima e ambientais, além de permitir simulações mais detalhadas e precisas, fundamentais para as previsões de eventos extremos e estudos sobre mudanças climáticas.

Foram investidos cerca de R$ 27 milhões no supercomputador, fornecido pela empresa HPE-Cray, dos Estados Unidos, que venceu a licitação concluída em setembro de 2024. Em relação ao sistema anterior, o novo supercomputador tem capacidade cerca de 24 vezes maior de armazenamento de dados de alta performance, sendo o mais avançado equipamento de previsão de tempo e de clima do país.

Aplicações

Os produtos gerados pelo supercomputador são úteis, por exemplo, para o agronegócio, um dos pilares da economia brasileira, para o setor da saúde, à medida que podem ser usados no planejamento e controle de epidemias, e para o monitoramento de eventos severos, que requer modelos em alta resolução espacial para subsidiar o envio de alertas de curtíssimo prazo.

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A alta capacidade de processamento permite maior agilidade na detecção e acompanhamento de eventos severos, como secas e tempestades, oferecendo suporte à emissão de alertas e à coordenação de ações de emergência em curtíssimo prazo principalmente para a Defesa Civil.

Outra aplicação importante é o estudo sobre mudanças climáticas, nos quais o novo sistema atualizará e expandirá as capacidades do INPE para a geração de cenários climáticos futuros. Esses cenários são essenciais para as Comunicações Nacionais do Brasil à Convenção do Clima e para a contribuição brasileira aos cenários globais de mudanças climáticas no âmbito do Coupled Model Intercomparison Project (CMIP), um projeto internacional do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC).

Próximas etapas

Nas próximas semanas ocorrerão a instalação e os testes do novo supercomputador, com acompanhamento de técnicos da empresa fabricante, que incluirá um programa de transferência de tecnologia para as equipes do INPE responsáveis pela operação do sistema.

Após essa etapa, o novo sistema de supercomputação e armazenamento de dados de alta performance será inaugurado no CPTEC/INPE, na presença de autoridades federais, gestores e cientistas de vários órgãos que se beneficiam das informações do Instituto.

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Tupã

O INPE concluiu ainda em março o processo de desmontagem do módulo XE6 do supercomputador Tupã. O supercomputador Tupã era composto pelo módulo XE6, adquirido em 2010, e pelo módulo XC50, adquirido em 2017. O Módulo XC50 do supercomputador Tupã continua sendo utilizado operacionalmente nas previsões numéricas de tempo e clima no INPE.

O novo supercomputador do INPE será instalado no mesmo local físico do módulo XE6 do Tupã porque neste local já existe a infraestrutura elétrica e hidráulica instaladas. Nas últimas semanas foram realizados diversos trabalhos de adaptação da infraestrutura para receber o novo supercomputador, incluindo os sistemas elétricos e de resfriamento, bem como a rede de dados. O módulo XE6 do Tupã era formado por um conjunto de 17 racks, enquanto o novo supercomputador possui apenas cinco, porém, com capacidades de processamento e armazenamento de dados consideravelmente maiores.

A instalação do novo supercomputador marca uma nova era para a capacidade computacional do INPE, reforçando sua excelência em pesquisa e desenvolvimento tecnológico em benefício da sociedade brasileira.

Fonte: https://www.gov.br/inpe/pt-br/assuntos/ultimas-noticias/inpe-recebe-novo-supercomputador-para-previsao-de-tempo-e-clima

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

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O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

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Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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